sábado, 9 de dezembro de 2017

Projeto Escola sem Partido é arquivado no Senado

Projeto que visava coibir a liberdade intelectual e de ensino de docentes em sala de aula e que tinha como principais apoiadores Bolsonaro e grupos como MBL foi retirado em definitivo

Por Redação *

A pedido do autor, o senador Magno Malta (PR-ES), o Projeto de Lei do Senado 193/2016, que pretendia incluir o programa Escola sem Partido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, foi retirado em definitivo e, por isso, arquivado.



A proposta havia recebido relatório recomendando a rejeição pelo senador Cristovam Buarque (PPS-DF) . Segundo ele, o programa contrariava a Constituição.

O projeto tinha como um de seus principais apoiadores o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e grupos de direita como o MBL. Em São Paulo, o vereador Fernando Holiday (DEM), ligado ao grupo, chegou a fiscalizar escolas para conferir se os professores estavam “doutrinando” os alunos. A ideia do projeto de lei era cercear a liberdade intelectual e pedagógica dos docentes sob o argumento da “doutrinação ideológica”. Até falar sobre Marx nas escolas virou, para os apoiadores do projeto, um problema.


Nesta quinta-feira (7), a votação de um projeto com o mesmo cunho provocou tumulto na Câmara Municipal de São Paulo.

Guardas civis dividiam as galerias do plenário durante a votação, que acabou suspensa após ação dos vereadores da Comissão de Educação da Câmara, que não deram quórum para a discussão prosseguir.

Em agosto deste ano, o Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), órgão colegiado composto por representantes do Estado e de organizações da sociedade civil, editou resolução em que manifesta “repúdio” a iniciativas de restrição da discussão sobre a vida política, nacional ou internacional, e também relativa a gênero e sexualidade nas escolas do país.

*Com Nocaute / Portal Fórum.

Charge: Vitor Teixeira

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Agressora da filha de Bruno Gagliasso ganhou 157 mil seguidores desde a polêmica

Incansável caçadora de encrencas nas redes, Daiane têm várias contas e costuma fazer troça quando é bloqueada, dizendo que não se importa, pois ela logo abre outra e mais outra e assim por diante

Da Redação*


A socialite Day McCarthy, a tal que foi alvo das denúncias de racismo contra Titi, filha de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, conseguiu o que queria. Ela aumentou em 28% o número de seus seguidores na rede social Instagram após a polêmica que iniciou no sábado (25). A brasileira que vive no Canadá gravou vídeos ofensivos sobre a filha dos atores e, desde então, ganhou 157 mil novos seguidores para acompanhar suas postagens.

Day, cujo nome verdadeiro é Daiane Lopes, tinha 556 mil seguidores no domingo (26), segundo dados da ferramenta Crowdtangle, voltada à análise de performance de conteúdo em redes sociais. Na tarde desta segunda-feira (27), no entanto, o número exibido na página oficial da socialite já é de 713 mil. Após as afirmações racistas, ela também trancou o perfil para ser visto apenas por usuários “aprovados” e bloqueou a opção de comentários.

Incansável caçadora de encrencas nas redes, a socialite já havia se envolvido em insultos anteriores a Rafaella Justus, filha de Ticiane Pinheiro e Roberto Justus, e também a Alexandre, filho de Ana Hickmann e Alexandre Corrêa. Neste domingo (26), ela usou como alvo a cantora Anitta, afirmando que ela é usuária de drogas e que teria “cheirado pó” até na sua frente.

Preparada para a polêmica, Daiane têm várias contas e costuma fazer troça quando é bloqueada, dizendo que não se importa, pois ela logo abre outra e mais outra e assim por diante.




*Com informações da Revista Fórum / TV Fama. Fotos: Instagram.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Sem citar Trump, Obama e Bush criticam divisão na política dos EUA

Os dois ex-presidentes mais recentes dos Estados Unidos começaram uma campanha contra Donald Trump, atual chefe do Executivo. O republicano George W. Bush e o democrata Barack Obama criticaram o atual governo sem mencionar diretamente o nome de Trump. Ambos falaram contra a divisão na política americana e pediram a unificação do país.
Em uma crítica ao atual governo dos EUA, Obama falou que o país está retrocedendo
ao século passado e que é preciso recuperar o espírito de união.

Barack Obama rompeu o silêncio nessa quinta-feira (19) na Virginia, em um evento de campanha eleitoral democrata para Ralph Northam, que concorre pelo partido ao governo do estado. Sem mencionar diretamente o nome de Trump, Obama falou que o país está retrocedendo ao século passado e que, neste momento em que a política está tão dividida no país, é preciso recuperar o espírito de união.

Ele chamou os eleitores ao engajamento e trouxe de volta seu slogan da campanha presidencial em 2008: Yes, We Can Do, (sim, nós podemos). “Nós podemos fazer isso, podemos lutar pela democracia americana em seu melhor.”

Em uma crítica direta à campanha eleitoral de Trump, ao discurso anti-imigração, Obama disse: “Aqui está uma coisa eu sei: se você tem que ganhar uma campanha dividindo as pessoas, você não será capaz de governá-los, você não será capaz de uni-los mais tarde."

Sem mencionar o presidente republicano Donald Trump pelo nome, Obama disse: "Em vez de nossa política refletir nossos valores, temos a política infectando nossas comunidades."

No mesmo dia, em Nova York, em um evento em seu instituto, o ex-presidente George W. Bush também falou da preocupação com o momento da política americana.

Primeiro, fez uma autocrítica. Ele disse que a confiança nas instituições diminuiu nas últimas décadas, e que um descontentamento profundo da população com a economia acirrou conflitos partidários e tornou a política mais vulnerável a teorias conspiratórias.

Em seguida, também sem mencionar Trump, Bush falou da suposta interferência da Rússia nas eleições presidenciais.

"A América experimentou uma tentativa sustentada por uma potência hostil para alimentar e explorar as divisões do nosso país. De acordo com os nossos serviços de inteligência, o governo russo tem feito um projeto de transformar os americanos uns contra os outros. Esse esforço é amplo, sistêmico e furtivo. É realizado em toda a uma gama de plataformas de mídia social”, afirmou.

Para finalizar o discurso, Bush defendeu a pluralidade e falou contra o racismo. “Todas as raças, religiões e etnias podem ser plena e igualmente americanos. Isso significa que a intolerância ou a supremacia branca, de qualquer forma, é blasfêmia contra o credo americano.”

O presidente Donald Trump não comentou diretamente as afirmações dos dois ex-presidentes. Mas fez afirmações no Twitter de que notícias sobre a interferência russa eram falsas e que o FBI precisa investigar o suposto apoio recebido pelo instituto Bill Clinton da Rússia. “Rússia mandou milhões para o Instituto Clinton”, afirmou.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Em congresso do Partido Comunista, presidente chinês defende reformas econômicas

O secretário-geral do Partido Comunista da China (PCCh) e presidente do país, Xi Jinping, propôs hoje (18) continuar as reformas para que o país seja uma economia moderna com maior presença das forças do mercado.
Xi Jinping
O presidente Xi Jinping quer continuar as reformas para que a China seja uma economia modernaAgência Lusa/EPA/Mark Schiefelbein/Direitos Reservados.
O objetivo das "taxas de juros e de câmbio de serem mais baseados no mercado" foi um dos principais pontos financeiros de Xi em seu discurso de abertura do XIX Congresso do PCCh.

Além disso, ele se mostrou a favor de flexibilizar o acesso ao investimento estrangeiro, abrir os mercados e fortalecer a proteção da propriedade intelectual, pontos que foram expressados pelos principais parceiros econômicos da China, como a União Europeia e os Estados Unidos.

Xi Jinping disse que "é necessário" implementar em todos os setores um sistema de listas negativas (que estipulam claramente áreas da economia vetadas no exterior) no acesso ao mercado chinês, "respaldar o desenvolvimento das empresas privadas" e ativar "os agentes do mercado".

Presidente quer evitar riscos financeiros

Ele também destacou o objetivo de melhorar o sistema de supervisão e controle financeiro para "evitar a aparição de riscos financeiros".

Sobre o setor das empresas estatais, Xi deseja continuar com o atual processo de reformas (que ele chamou de "reorganização estratégica"), a fim de desenvolver "empresas de classe mundial mundialmente competitivas".

Além disso, ele considera abrir estas empresas ao capital privado, observando que é necessário desenvolver companhias de "propriedade mista" público-privado, embora não tenha falado sobre privatizações.

O líder comunista chinês também indicou o compromisso de realizar uma profunda reforma tributária para dar origem a "um sistema fiscal moderno", com uma clara divisão de competências e obrigações entre as administrações centrais, provinciais e locais.

*Da Agência EFE.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Senado derruba afastamento parlamentar de Aécio Neves imposto pelo STF

O plenário do Senado decidiu reverter a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e, com isso, pôs fim ao afastamento parlamentar do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que havia sido imposto pelos ministros da Corte no último dia 26.

Com os votos de 44 senadores contra a manutenção das medidas cautelares e de 26 favoráveis, os parlamentares impediram o afastamento de Aécio, o seu recolhimento domiciliar noturno e reverteram a obrigação de entregar o passaporte. Não foram registradas abstenções.

A votação ocorre após a maioria dos ministros do STF decidir, na semana passada, que o tribunal não pode afastar parlamentares por meio de medidas cautelares sem o aval do Congresso Nacional. No fim de setembro, a Primeira Turma da Corte havia decidido, por 3 votos a 2, afastar Aécio do exercício do mandato ao analisar pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito em que o tucano foi denunciado por corrupção passiva e obstrução de Justiça, com base nas delações premiadas dos executivos da J&F.

Debate

Antes de abrir o painel para a votação, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), concedeu a palavra para cinco senadores favoráveis e cinco contrários à decisão do Supremo. Para Jader Barbalho (PMDB-PA), os ministros do STF tomaram uma decisão "equivocada". "Não venho a esta tribuna dizer que meu voto será por mera solidariedade ao senador Aécio. Com todo respeito a ele, estou longe de aceitar sua procuração ou sua causa. Não estou nesta tribuna anunciando voto em razão do que envolve o senador. Voto em favor da Constituição. Ministro do Supremo não é legislador, não é poder constituinte. Quem escreve a Constituição é quem tem mandato popular", argumentou.

Já o senador Álvaro Dias (Pode-PR) criticou o que classificou de “impasse” surgido a partir do instituto do foro privilegiado. “A decisão do Supremo Tribunal Federal, corroborada pelo Senado, vem na contramão da aspiração dos brasileiros, que é de eliminar os privilégios. Nós estamos alimentando-os. Não votamos contra o senador, votamos em respeito à independência dos Poderes, em respeito a quem compete a última palavra em matéria de aplicação e interpretação da Constituição, que é o Supremo Tribunal Federal”, disse.

Antes da votação, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que visitou Aécio nesta terça-feira (17), também defendeu o parlamentar mineiro. "A votação hoje é muito além do caso do senador Aécio, a situação dele terá seguimento no STF, qualquer que seja o resultado. Algumas pessoas imaginam que ele foi julgado hoje em definitivo. Ele continuará sua jurisdição na Suprema Corte. Não há que se falar em impunidade. Isso até é um desrespeito à Suprema Corte. Os ministros do STF vão, a partir dos autos do processo, se isso virar um processo, porque estamos na fase de inquérito, absolver ou condená-lo, de acordo com as provas que tiver nos autos desse processo", disse.

Mais cedo, o PT havia anunciado voto contrário a Aécio. Antes, havia se posicionado defendendo que o Legislativo tem o poder de revisar medidas cautelares impostas pelo Supremo.

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil.